A morte de dois primatas no
Zoológico Municipal de Catanduva, no mês de agosto, motivou uma intensa ação de
bloqueio e vacinação em massa contra a febre amarela. Contudo, laudos divulgados
pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), no início desta semana, descartam a
doença como causa dos óbitos desses animais.
A necrópsia feita pela Unesp, por meio
do Serviço de Anatomia Patológica de Animais Silvestres, campus de Jaboticabal,
foi solicitada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura, que
administra o Zoológico. O mesmo resultado foi verificado em exame feito pelo
Instituto Adolfo Lutz, a pedido da Secretaria Municipal de
Saúde.
No caso do Bugio Preto, fêmea, de idade
adulta, detectou-se glomerulonefrite crônica, com comprometimento dos rins,
hemorragia e metrite, além de endometrite uterina. Já o Sagui de Tufo Preto,
macho, de 16 anos, apresentava gravíssima alteração hepática (hepatite
bacteriana necrosante) e problemas renais, que levaram ao óbito
precoce.
Relembre
Devido ao óbito de primatas do Zoológico
Municipal, equipes de saúde percorreram as proximidades do local para orientar a
população, avaliar a situação vacinal dos moradores da vizinhança e eliminar
criadouros do mosquito Aedes aegypti principal transmissor da febre amarela,
apontada como possível causa da morte dos animais.
O trabalho de imunização, realizado ao
longo de 15 dias, atendeu orientações técnicas da Secretaria de Estado de Saúde
e do Ministério da Saúde. Na ação preventiva contra a febre amarela, foram
avaliadas 10.896 carteiras e vacinadas 3.192
pessoas.
Fonte: Assessoria Prefeitura de Catanduva





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