Há cinco anos a “Fundação Plenitude” desenvolve um trabalho de recuperação de usuários de drogas. A maioria deles tem aversão as câmeras, mas um dos internos da fundação disse como era sua vida antes da fundação. “Eu não tinha nada, vivia na rua a procura do que comer. Teve vários dias que eu não comia nada e passava frio. Há algum tempo, eu vim para cá e comecei a parar de usar drogas. Há 9 anos eu vivo aqui”, disse Daniel Gomes Ribeiro de 31 ano.
A iniciativa partiu da funcionária pública, Fatima Abreu. “Nós vimos a situação dessas pessoas e decidimos agir. No começo foi difícil pois muitos não queriam sair daqui para outros lugares então decidimos alugar os dois barracões e dar abrigo para eles.”. Ela fala que no meio deles há também muitos que não querem sair dessa vida e por isso teve de dar uma “peneirada”. “Nós separamos aqueles que queriam mudar de vida dos outros que não queriam. Dos 50 moradores no começo, o número caiu para 30” O terreno é do vereador Luis Pereira que fez um acordo com a entidade. “Ele nos deu um tempo para nos estruturarmos e aí então começar a pagar o aluguel”.
A Fundação é mantida por voluntários e passa por dificuldades financeiras. “Nós precisamos de empresários que estejam interessados em ajudar ao próximo. Temos muito a fazer”, destaca Fátima apontando o teto de um dos galpões.
Fátima conta que ali eles serão tratados como pessoas normais. “A diferença nossa para o Albergue é que nós pretendemos manter eles ocupados o dia todo. Temos vários profissionais de diversas áreas querendo ajudar. Necessitamos de doações e parcerias.”
NÚMEROS/ O delegado da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Catanduva, Antonio Marques do Nascimento, disse que os casos de drogas envolvendo menores aumentaram em 50%. “Os menores se envolvem geralmente nesses casos por indicação de outros, maiores de idade”. No comparativo com o ano passado onde foram apreendidos 15 adolescentes envolvidos com o tráfico de drogas. De Janeiro até hoje 38 adolescentes foram autuados. ”A faixa etária que ocorre maior incidência é de 15 a 17 anos de idade.” Famílias desestruturadas ou pais ausentes são as causas mais prováveis para o jovem entrar nesse caminho.
fonte: Alison Carvalho
Agência BOM DIA


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