Em meio à tristeza pela morte de seu padrasto, Irineu Perpétuo Beltrame, na última quinta-feira, durante uma perseguição policial entre as cidades de Catanduva e Elisiário, no interior de São Paulo, o meia Wesley,
do Palmeiras, falou com a imprensa nesta sexta-feira, logo após o
enterro. O jogador fez questão de ressaltar que, apesar de não ser filho
biológico do tatuador, ele o considerava como seu verdadeiro pai -
Wesley também tem o sobrenome Beltrame no nome.
- Pai é quem cria, né? Então, ele é meu pai. Ele me criou desde que eu estava na barriga da minha mãe - contou o jogador.
Wesley negou as acusações da polícia de que seu pai estaria armado, mas admitiu que ele era usuário de drogas.
- Meu pai não estava armado. Existem coisas na vida que não têm jeito.
Meu pai era usuário de drogas. A gente fez de tudo para ajudá-lo, mas
não deu - lamentou.
Wesley, porém, disse não saber se o pai estava com drogas no carro,
consequentemente se este teria sido o motivo da fuga. Irineu tentou
escapar de uma blitz policial, passou a ser perseguido e foi morto ao
ser atingidos por tiros disparados por policiais.
- A polícia vai investigar tudo certinho. Estou muito chateado e
abalado com tudo isso, mas não posso culpá-los. Sei que é trabalho
deles, tinham de pará-lo, mas estou muito triste.
O caso já está sendo investigado pela polícia. O delegado Emanuel Pires Barbosa, que apura a morte de Irineu, recolheu as armas usadas pelos policiais e guardas municipais. Elas vão passar por perícia, para verificar de onde saiu o disparo. No momento do ocorrido, a polícia suspeitava que Irineu estava armado, mas nada foi encontrado em seu carro.
O caso já está sendo investigado pela polícia. O delegado Emanuel Pires Barbosa, que apura a morte de Irineu, recolheu as armas usadas pelos policiais e guardas municipais. Elas vão passar por perícia, para verificar de onde saiu o disparo. No momento do ocorrido, a polícia suspeitava que Irineu estava armado, mas nada foi encontrado em seu carro.
A menor que o acompanhava, de 17 anos, também negou que ele estivesse
armado. Ela foi ouvida e liberada para a mãe, mas ficará à disposição do
Juizado da Infância e Juventude. O carro em que eles estavam foi
recolhido e já passou por perícia. O comando da Guarda Municipal disse,
em nota, que o caso será encaminhando à Corregedoria e que os guardas
envolvidos já foram afastados das funções até o fim das investigações.
Fonte: Graciela Andrade - G1 Rio Preto



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