O
Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral de
Catanduva e região (Sintramcat) promete ‘pegar firme’ na fiscalização das
empresas que possuem movimentadores de mercadorias em seu quadro de
funcionários.
Isso
porque algumas empresas têm descumprido as leis que regem a segurança e saúde
do trabalhador. Segundo o presidente do Sintramcat, Reginaldo Marcelo Borges,
em suas andanças pelas empresas, ele já flagrou trabalhadores cumprindo uma
carga excessiva de trabalho, o que fica ainda mais perigoso devido ao esforço
físico em excesso e os riscos de acidente.
“Vou
pedir para profissionais especializados na área de segurança do trabalho para
que façam auditorias nas empresas, para detectar os riscos e problemas aos
quais os trabalhadores possam estar sendo submetidos. Depois de me trazerem o
laudo com o resultado, vou fazer denúncia junto ao Ministério do Trabalho para
que essas empresas sejam punidas. Quero garantir que seja cumprida a legislação
e, assim, os movimentadores de mercadorias tenham melhores condições de
trabalho e de vida”, salienta.
Por
isso, o Sintramcat tem uma parceria de quase sete anos com o Instituto de
Medicina e Segurança no Trabalho (Insmed). A empresa realiza consultorias junto
ao sindicato, indicando as obrigações das empresas quanto à saúde e segurança
dos trabalhadores.
A
técnica em segurança no trabalho, Franciela Carla Galiardi, afirma que a
empresa tem que fornecer aos seus funcionários Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs), proteção coletiva e treinamentos sobre a prevenção de
acidentes.
“Já
nos quesitos que garantem a saúde do trabalhador, é necessária a realização de
exames médicos admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho e demissionais,
bem como exames complementares, como a audiometria e o raio-X de coluna
lombar”, enumera a profissional.
Atualmente,
segundo ela, os afastamentos motivados por doenças ocupacionais entre os
movimentadores de mercadorias não é tão recorrente, principalmente, devido à
legislação, que obriga as empresas a fornecer mecanismos que protejam os
trabalhadores. Porém, no passado, os afastamentos junto ao Instituto Social do
Seguro Social (INSS) eram mais frequentes e relacionados, em sua maioria, a
problemas de coluna.
“Essa
parceria com a Insmed é muito importante para que possamos saber quais as
obrigações da empresa para com seus trabalhadores e, com isso, cobrá-las para
que sigam a legislação e o que está acordado na Convenção Coletiva de Trabalho
(CCT)”, finaliza o presidente do Sintramcat.
Livia
Gandolfi – Assessoria de Comunicação/Sintramcat





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